sábado, 25 de julho de 2015

Perseus in arca lignea (História de Perseu 1)


(Perseus in arca lignea)


Haec narrantur a poetis de Perseo. Perseus filius erat Iovis, maximi deorum: avus eius Acrisius appellatus est. Acrisius volebat Perseum nepotem suum necare; nam propter oraculum puerum timebat. Comprehendit igitur Perseum, adhuc infantem, et cum matre in arca lignea inclusit. Tum arcam ipsam in mare coniecit. Danae, Persei mater, magnopere territa est: tempestas enim magna mare turbabat. Perseus autem in sinu matris dormiebat.

Tradução

Essas coisas são narradas pelos poetas sobre Perseu. Perseu era filho de Júpiter, o maior dos deuses: seu avô chamou-se Acrísio. Acrísio queria matar Perseu, seu neto; pois temia o menino por causa de um oráculo. Assim, agarrou Perseu ainda bebê e o trancou em um baú de madeira com a mãe dele. Depois, arremessou o baú no mar. Dânae, mãe de Perseu, assustou-se muito: ora, uma grande tempestade agitava o mar. Perseu, porém, dormia no colo da mãe. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Bellum Troianum (Pars I)


 (Aeneas Anchisen portat et Creusam filiumque vocat)


Segue abaixo uma versão simplificada da guerra de Troia (com a respectiva tradução) para prática da leitura. Espero que gostem! 

In Asia est vir clarus. Vir est Anchises. Dea Anchisen amat. Aeneas est filius deae et Anchisae. Aeneae femina est Creusa. Creusa Aeneasque filium vocant Ascanium.
Aeneae patria est Troia. Troia non est in Europa, sed in Asia. Graeci et viri Troiae pugnant. Graeci Troiam occupant. Aeneas Anchisen portat. Creusam filiumque vocat.

Aeneas: “Non iam est Troia. Sed dei deaeque viros Troiae amant. Etiam feminas et pueros puellasque amant. Hodie ad Italiam navigamus.” - Jenny and Scudder, First Year Latin

Tradução

Na Ásia há um homem famoso. O homem é Anquises. Uma deusa ama Anquises. Enéas é filho da deusa e de Anquises. A mulher de Enéas é Creusa. Creusa e Enéas chamam seu filho de Ascânio.
A pátria de Enéas é Troia. Troia não fica na Europa, mas na Ásia. Os gregos e os homens de Troia lutam. Os gregos ocupam Troia. Enéas carrega Anquises. Chama Creusa e seu filho.

Enéas: "Troia já não existe. Mas os deuses e as deusas amam os homens de Troia. Também amam as mulheres, os meninos e as meninas. Hoje navegamos para a Itália."

Angele Dei!



Angele Dei, qui custos es mei, me, tibi commíssum pietáte supérna, illúmina, custódi, rege et gubérna. Amen.

Ó anjo de Deus, que és meu protetor, a mim, que fui confiado a ti pela piedade divina, ilumina, protege, rege e governa. Amém. 


In schola



Texto:

1º Quadrinho

Na escola

"Olá, todos! Estamos na escola. Sou o professor. E vocês são os alunos."

2º Quadrinho

Eis algumas coisas que os alunos usam na escola: mesa, cadeira, caneta, lápis, livro.

3º Quadrinho

O dever do professor é ensinar; já o dos alunos é aprender bem. Lembrem-se: não aprendemos para a escola, mas para a vida. Até logo!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lacernella Rubra


Olim erat parva puella quae in silva habitabat. Mater puellam multum amabat, sed avia eam adeo amabat ut ei pulcherrimam lacernam rubram daret. Puella semper lacernam gerebat et post breve tempus Lacernella Rubra appellata est.
Quodam die mater, cibo aviae parato, Lacernellam Rubram vocavit. "Fer, filia, hunc cibum ad domum aviae tuae, timeo enim ne ea aegra sit." Lacernella Rubra corbem cibi ferens ad domum aviae profecta est.
Avia in alio oppido habitabat et, ut eam visitaret, per silvam ambulandum erat Lacernellae Rubrae. Mox, in aterrima silvae parte, magnus lupus Lacernellam Rubram vidit. Lupus esuriens puellam edere cupivit neque ausus est. "Multi lignatores in silva sunt," putat lupus, "et unus certe me necabit si puellam oppugnavero. Ergo, dolo utar." Puellam appropinquans rogavit "Quo, puella, cum corbe is?"
Lacernella Rubra numquam lupum viderat nec periculum recognovit. "Ambulo ad domum aviae ut ei cibum dem," lupo respondit. 
Deinde lupus rogavit ubi avia habitaret, et Lacernella Rubra aviam in parva domo ad flumen in secundo oppido habitare respondit. Lupus puellae gratias egit et abiit. Lacernella Rubra iterum ambulare coepit. Lupus autem quam celerrime ad domum aviae cucurrit. Perveniens portam pulsavit, et avia rogavit quis adesset. "Tua neptis Lacernella Rubra adsum," ait lupus parva voce, "tibi cibum tuli." Cum avia portam aperuisset, lupus in cameram saluit, aviam rapuit, et, eheu, eam voravit! Sedens post cenam, lupus pulsationem audivit.
"Quis adest?" rogavit lupum. "Tua neptis Lacernella Rubra adsum," respondit vox. Vera Lacernella Rubra pervenerat. Lupus in cubiculum aviae cucurrit, vestibus aviae se vestivit, et dixit "Intra, neptis." Lacernella Rubra vocem non recognovit, sed putans aviam faucibus aegram esse intravit.
"In cubiculo adsum, neptis, intra," ait lupus. Lacernella Rubra in cubiculum intrans lupum vestes aviae gerentem vidit.
"En, tanti oculi tibi sunt," clamavit Lacernella Rubra, ingentes oculos lupi videns.
"Ita, quo melius te videam," respondit lupus.
"Et tantae aures tibi sunt,"
"Quo melius te audiam."
"Et tanti dentes tibi sunt,"
"Quo melius te vorem!" clamavit lupus, e cubili saliens ut Lacernellam Rubram raperet.
"Eheu! Me iuva! Iuva!" clamavit Lacernella Rubra. Subito lignator, qui forte haud procul ambulabat, clamores audiens intravit. Lupum uno ictu securis necavit, Lacernellam Rubram servans. Paucis annis post, lignator Lacernellam Rubram in matrimonium duxit, et feliciter posthac habitabant. Et illa est fabula Lacernellae Rubrae.

Tradução:

Era uma vez uma menina que morava na floresta. A mãe amava muito a menina, mas a avó a amava tanto que lhe dera uma belíssima capa vermelha com capuz. A menina sempre usava a capa e depois de pouco tempo foi apelidada de Chapeuzinho Vermelho.
Certo dia, a mãe, depois de ter preparado uma comida para a avó, chamou Chapeuzinho Vermelho. "Leve, filha, esta comida para a casa da sua avó; receio que ela esteja doente." Chapeuzinho Vermelho, carregando o cesto de comida, partiu para a casa da avó.
A avó morava em outra cidade e, para visitá-la, Chapeuzinho Vermelho devia andar pela floresta. Pouco depois, na parte mais escura da floresta, um grande lobo viu Chapeuzinho Vermelho. O lobo faminto quis comer a menina mas não ousou fazê-lo. "Há muitos lenhadores na floresta", pensa o lobo, "e certamente algum me matará se eu atacar a garota. Portanto, usarei de trapaça." Aproximando-se da menina, perguntou: "Aonde vai, menina, com o cesto?"
Chapeuzinho Vermelho nunca tinha visto o lobo e não percebeu o perigo. "Caminho para a casa de minha avó para lhe dar comida", respondeu ao lobo.
Depois, o lobo perguntou onde morava a avó, e Chapeuzinho Vermelho respondeu que a avó morava em uma pequena casa perto do rio na segunda cidade. O lobo agradeceu à menina e partiu. Chapeuzinho novamente começou a caminhar. Mas o lobo correu para a casa da avó o mais rápido que pôde. Ao chegar, bateu na porta e a avó perguntou quem estava ali. "Sou eu, sua neta Chapeuzinho Vermelho", diz o lobo em voz baixa, "trouxe comida para você." Quando a avó abriu a porta, o lobo saltou para dentro do quarto, pegou a avó e, oh não!, devorou-a. Ao sentar-se depois do jantar, o lobo ouviu uma batida na porta.
"Quem está aí?", perguntou o lobo. "Sou eu, sua neta Chapeuzinho Vermelho", respondeu a voz. A verdadeira Chapeuzinho Vermelho tinha chegado. "Entre, minha neta." Chapeuzinho Vermelho não reconheceu a voz, mas, acreditando que a avó estava doente da garganta, entrou.
"Estou no quarto, neta, entre," diz o lobo. Chapeuzinho Vermelho, ao entrar no quarto, viu o lobo usando as roupas da avó.
"Nossa, que grandes olhos você tem", gritou Chapeuzinho Vermelho ao ver os grandes olhos do lobo.
"Sim, são para vê-la melhor", respondeu o lobo.
"E que grandes orelhas você tem."
"São para ouvi-la melhor."
"E que grandes dentes você tem."
"São para devorá-la melhor!", gritou o lobo, saltando da cama para capturar Chapeuzinho Vermelho.
"Socorro! Ajudem-me! Ajudem!" gritou Chapeuzinho Vermelho. De repente, um lenhador, que por acaso passava não longe dali, ao ouvir os gritos, entrou. Matou o lobo com um só golpe de seu machado, salvando Chapeuzinho Vermelho. Poucos anos depois, casou-se com Chapeuzinho Vermelho e viveram felizes para sempre. E esta é a história de Chapeuzinho Vermelho.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sugestão de desenhos para crianças

Antes do nascimento de nossos pequeninos, muitas vezes juramos de pés juntos que não vamos colocá-los na frente da TV. Dizemos que vamos elaborar atividades inteligentes para que se distraiam ou que vamos mantê-los sossegados ao som do melhor da música clássica. Mas não tem jeito. As circunstâncias e as obrigações do cotidiano acabam forçando-nos a, vez ou outra, deixar nossos príncipes e princesas diante da telinha. No entanto, não é necessário desperdiçar esse momento com produções infrutíferas e sem propósito. A TV pode ser uma aliada dos pais, desde que usada com bom senso. Há muitas produções que podem enriquecer o intelecto de nossos pimpolhos.

Uma boa sugestão de desenhos é a coleção chamada "Grandes Personagens da História". São dez volumes, cada um com duas histórias, que narram a vida de grandes homens e mulheres. As animações têm boa qualidade de imagem, enredo cativante e uma duração que não entedia a  criança. É uma boa combinação de cultura geral com entretenimento.   

Sugestão: 

Pais, assistam aos desenhos com seus filhos e interrogue-os - com ar de espontaneidade para não parecer uma sabatina - sobre o que viram. Essa é uma boa forma de verificar como anda a atenção, a concentração e a compreensão deles. 

Abaixo, a imagem da capa do volume três da coleção. 




sábado, 11 de abril de 2015

Mus et caseum




Parvus mus in culina est. In culina est mensa. In mensa est caseum. Mus caseum videt. Mus esurit! Mus caseum edere vult.

Vocabulário

Mus: rato, camundongo
Párvus: pequeno
In: em
Culína: cozinha
Est: está
Mensa: mesa
Cáseum: queijo
Vídet: vê
Ésurit: está com fome. 
Édere: comer
Vult: quer

Atividades:

Pergunte à criança em latim e ajude-a a responder em latim:

P. Ubi est mus? - Onde está o rato?
Resp. Mus in culina est.

P. Quid est in culina? - Que há cozinha?
Resp. In culina est mensa. - Na cozinha há uma mesa.

P. Quid est in mensa? - Que há na mesa?
Resp. In mensa est caseum. - Na mesa há um queijo.

P. Quid mus edere vult?
Resp. Mus caseum edere vult. - O rato quer comer o queijo.

Imprima o desenho e peça para a criança pintá-lo. Se já for alfabetizada, peça para ela escrever "mus", "caseum" e "mensa" perto das imagens correspondentes.