quarta-feira, 29 de julho de 2015

De pastore bono



Ego sum pastor bonus. Bonus pastor animam suam dat pro ovibus suis. Mercenarius autem si forte lupus venit, lupum videt et dimittit oves et fugit; et lupus rapit et dispergit oves. Mercenarius autem fugit, quia mercenarius est, et non curat de ovibus. Ego sum pastor bonus, et cognosco meas. Et animam meam pono pro ovibus meis. Et alias oves habeo, non ex ovili vestro, et meam vocem quoque audiunt. - ex Biblia Vulgata.

Tradução

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá sua vida por suas ovelhas. Mas o mercenário, se por acaso vem o lobo, vê o lobo e dispensa as ovelhas e foge; e o lobo captura e dispersa as ovelhas. Mas o mercenário foge, porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor, e conheço as minhas. E ofereço a minha vida pelas minhas ovelhas. E tenho outras ovelhas, não do vosso redil, e também ouvem a minha voz. 

Perseus Medusam invenit (História de Perseu 4)

(Perseus apud Graias)


Perseus, ubi haec audivit, ex insula discessit, et postquam ad continentem venit, Medusam quaesivit. Diu frustra quaerebat; namque naturam loci ignorabat. Tandem Apollo et Minerva viam demonstraverunt. Primum ad Graias, sorores Medusae, pervenit. Ab his talaria et galeam magicam accepit. Apollo autem et Minerva falcem et speculum dederunt. Tum postquam talaria pedibus induit, in aera ascendit. Diu per aera volabat: tandem tamen ad eum locum venit, ubi Medusa cum ceteris Gorgonibus habitabat: Gorgones autem monstra erant specie horribili: capita enim earum squamis omnino contecta sunt: manus etiam ex aere factae sunt.

Tradução

Perseu, quando ouviu estas coisas, partiu da ilha, e depois que veio ao continente, procurou Medusa. Por longo tempo em vão procurava; pois ignorava a natureza do lugar. Finalmente, Apolo e Minerva mostraram o caminho. Primeiramente, chegou até as Graias, irmãs de Medusa. Delas recebeu sapatos alados e um capacete mágico. Mas Apolo e Medusa deram uma foice e um espelho. Então, depois que calçou os sapatos alados nos pés, subiu nos ares. Por longo tempo voava pelos ares: finalmente, contudo, veio àquele lugar onde Medusa morava com as outras Górgonas: as Górgonas, por sua vez, eram monstros de aspecto horrível: pois as cabeças delas eram completamente cobertas de escamas: e também as mãos eram feitas de bronze. 

Aeneas malam fortunam Troiae narrat (Pars IV)


(Aeneas malam fortunam Troiae narrat)



Dido: Meos tuosque amicos convocabo. Narrabisne malam fortunam Troiae?
Aeneas: Narrabo. Cum meo parvo filio et femina, Creusa, in oppido meo habitabam. Vitam bonam Troianorum laudabamus. Nuntii bellum nuntiabant: "Graeci ad Asiam navigabunt." Troiani bellum parabant et Graecos exspectabant. Bellum in patriam meam portabant Graeci. Graecorum gladii multos Troianos vulnerabant. Troiani laborabamus: Graeci Troianos superabant. Cum Graecis feris pugnabam et multos vulnerabam. O, mala narro! Graeci meum oppidum altum occupabant.

Tradução

Dido: Convocarei os meus e os teus amigos. Narrarás a má sorte de Troia?
Enéas: Narrarei. Eu morava em minha cidade com meu filho pequeno e minha esposa, Creusa. Louvávamos a boa vida dos troianos. Os mensageiros anunciavam a guerra: "Os gregos navegarão para a Ásia." Os troianos preparavam a guerra e esperavam os gregos. Os gregos traziam a guerra para a minha pátria. As espadas dos gregos feriam muitos troianos. Os troianos estávamos em dificuldade: os gregos superavam os troianos. Eu lutava com os gregos ferozes e feria muitos. Oh, narro coisas más! Os gregos estavam ocupando minha cidade ilustre. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Dei Aenean ad Italiam vocant (Pars III)

(Aeneas et Elissa)

Regnum Elissae in Africa est. Regnum est latum et oppidum est magnum altumque. Feri Africani reginam non amant. Bellum parant, sed reginae oppidum non occupant.
Aeneas cum amicis a Sicilia ad Africam navigat. Elissa Aenean amat et dicit: "Meum regnum est tuum. In magno periculo sumus. Troianis meam patriam do."
Sed dei Troianos in Italiam vocant. Aeneas: "Tuum regnum est magnum et bonum et pulchrum, et Africani sunt mali. Te et tuum regnum laudo, et te amo. Sed dei Troianos ad Italiam vocant."

Tradução

O reino de Elissa fica na Africa. O reino é vasto e a cidade é grande e ilustre. Os africanos ferozes não amam a rainha. Preparam uma guerra, mas não ocupam a cidade da rainha.
Enéas navega com seus amigos da Sicília para a África. Elissa ama Enéas e diz: "O meu reino é teu. Estamos em um grande perigo. Dou minha pátria para os troianos."
Mas os deuses chamam Enéas para a Itália. Enéas: "O teu reino é grande, bom e belo, e os africanos são maus. Louvo a ti e a teu reino, e te amo. Mas os deuses chamam os troianos para a Itália."

Polydectes Perseum dimittere constituit (História de Perseu 3)

(Perseus adolescens promittit se caput Medusae referre)


Perseus igitur multos annos ibi habitabat, et cum matre sua vitam agebat beatam. At Polydectes Danaen magnopere amabat, atque eam in matrimonium ducere volebat. Hoc tamen consilium Perseo minime gratum erat. Polydectes igitur Perseum dimittere constituit. Tum juvenem ad se vocavit et haec dixit: "Turpe est vitam hanc ignavam agere; iamdudum tu adolescens es; quousque hic manebis? Tempus est arma capere et virtutem praestare. Hinc abi, et caput Medusae mihi refer."

Tradução

Assim, vivia Perseu lá por muitos anos e levava uma vida feliz com sua mãe. Mas Polidecto amava Dânae grandemente e queria casar-se com ela. Contudo, esse plano não agradava em nada a Perseu.  Assim, Polidecto decidiu enviar Perseu para longe. Então chamou o jovem a si e lhe disse estas coisas: "É vergonhoso levar esta vida preguiçosa; há tempos és adolescente; até quando ficará aqui? É tempo de pegar as armas e demonstrar virtude. Vai-te daqui, e traze a cabeça da Medusa para mim."

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Vita Mariae (Pars II)



Formica et cicada


In parva casa prope magnam silvam formica impigra habitabat. Aestate formica laborabat et cibum in casam portabat. Laeta erat, sed non cantabat. 
Prope casam formicae impigrae cicada pigra habitabat. Formica impigra pigram cicadam monebat, sed cicada non laborabat; semper cantabat. Hieme formica cibum habebat; cicada cibum non habebat. 
Olim, ut fabula est, cicada misera parvam casam formicae videt. Ad casam volat; ianuam pulsat. Formica domi est, sed ianuam non aperit. Per fenestram formica cicadam spectat. 
Misera cicada ianuam iterum pulsat et clamat, “Tu cibum habes; ego cibum non habeo; cibum oro.”
Formica ianuam aperit et dicit: "Tu pigra es! Aestate ego laboro; aestate tu non laboras. Formicae sunt impigrae; nos laboramus aestate; hieme cibum habemus. Cicadae aestate non laborant; hieme vos cibum non habetis. Vos pigrae estis! Cur non laboratis?"
Cicada misera a casa formicae volat. Non iam cantat.

Tradução

Uma formiga trabalhadora morava em uma pequena choupana perto de uma grande floresta. No verão, a formiga trabalhava e levava comida para a choupana. Era feliz, mas não cantava.
Perto da choupana da formiga trabalhadora, morava uma cigarra preguiçosa. A formiga trabalhadora advertia a cigarra preguiçosa, mas a cigarra não trabalhava; sempre cantava. No inverno, a formiga tinha alimento; a cigarra não tinha alimento.
Um dia, como diz a fábula, a pobre cigarra vê a pequena choupana da formiga. Voa em direção à choupana; bate na porta. A formiga está em casa, mas não abre a porta. A formiga observa a cigarra pela janela. 
A pobre cigarra bate novamente na porta e clama: "Tu tens comida; eu não tenho comida; peço comida." A formiga abre a porta e diz: "Tu és preguiçosa! No verão eu trabalho; no verão tu não trabalhas. As formigas são trabalhadoras; nós trabalhamos no verão; no inverno temos comida. As cigarras não trabalham no verão; no inverno vós não tendes comida. Vós sois preguiçosas! Por que não trabalhais?"
A pobre cigarra voa da choupana da formiga. Já não canta.